LC ILHA SOLTEIRA


No dia 10 de Outubro de 2015 em cerimônia realizada no anfiteatro do Hospital Regional de Ilha Solteira foi concluída a primeira etapa da pareceria realizada entre os Lions Clubes, “LIONS CLUBS INTERNATIONAL FOUNDATION – LCIF” e o LAR SÃO FRANCISCO DE ASSIS NA PROVIDÊNCIA DE DEUS, ocasião em que foram repassados, SIMBOLICAMENTE, os recursos desta parceria, num montante de R$ 195.000,00 (cento e noventa e cinco mil reais), sendo que a participação maior neste projeto foi de LCIF com o valor de R$ 126.910,00 (cento e vinte e seis mil novecentos e dez reais), os recursos integralizados pelo Lar São Francisco de Assis foram de R$ 65.000,00 (sessenta e cinco mil reais) e os valores restantes foram integralizados pelo Lions Clube de Ilha Solteira. Esta parceria foi possível pela compreensão da Direção do Lar São Francisco de Assis que era necessário um aporte de recursos em apoio aos clubes que têm uma reciprocidade de ajuda nas várias campanhas desenvolvidas pelo Lar na cidade e, principalmente, pela necessidade da aquisição do equipamento Arco Cirúrgico para ampliar seus atendimentos, principalmente, os gratuitos.

Todo o desenvolvimento deste projeto, inicialmente, contou com o apoio e aprovação de todo Distrito LC – 8, na sua montagem, tratativas e elaboração do PDG CL Manoel Messias Melo elo entre o Distrito e a LCIF, na pessoa da Srª Erika Klotz, obviamente, não podemos nos esquecer do estimado IPDG CL José Carlos Lourencetti, que não mediu esforços para nos auxiliar em todas as etapas, inclusive com tratativas diretas com o IPCC CL Antonio Lázaro Forti, numa demonstração inequívoca de companheirismo e respeito.

Junto ao Lar São Francisco tivemos a intermediação e apoio inestimável do Dr Alex Justo médico Urologista e do Sr Thiago Dalalio, pessoas fundamentais em nossas tratativas iniciais e na conclusão deste projeto. Destacando-se pelo Lar o Sr Nilson Alberto de Angeloque não mediu nem esforços ou recursos para a concretização desta parceria. Porém, há que se ressaltar, sem falsa modéstia, os companheiros, companheiras, domadoras e Leos que compõem o Lions Clube de Ilha Solteira, que jamais desistiram deste sonho e acreditaram sempre, que estávamos conseguindo o impossível.

Para aqueles que ainda não conhecem o Lar São Francisco de Assis apresentamos a seguir algumas informações.

UMA ENTIDADE A SERVIÇO DA VIDA

A Associação Lar São Francisco de Assis na Providência de Deus é uma entidade filantrópica cristã sem fins lucrativos dedicada a acolher, cuidar e servir àqueles que mais necessitam.

Sua sede é localizada em Jaci, SP. Porém, sua atuação se estende pelos Estados de Goiás, Minas Gerais, Pará,Rio de Janeiro eSão Paulo. Todos os atendimentos prestados são gratuitos.

O trabalho da Associação engloba a gestão hospitais gerais e específicos (para portadores de multideficiências e idosos em fase terminal); serviços de saúde como Ambulatórios Médicos de Especialidades, Pronto Socorro, Farmácia de Alto Custo,entre outros;albergue, casa abrigo para doentes em tratamento de saúde, restaurante popular; comunidades terapêuticas de recuperação; ambulatório para diagnóstico e tratamento de álcool e drogas e projetos educacionais Semeando o Futuro, que tem como objetivo prevenir o uso de drogas pelas crianças e adolescentes. Além disso, mantém umamissão em Porto Príncipe, Haiti, que desenvolve atendimentos de saúde, educação e nutrição.

Em todas as Obras administradas pela entidade a integridade, o respeito e o amor ao próximo ditam as regras do trabalho. Por isso, a instituição é referência na administração de empreendimentos da área da saúde, e é considerada uma das mais importantes entidades filantrópicas do Estado de São Paulo.

Fundada por Frei Francisco – Padre Nélio Joel AngeliBelotti, a primeira obra da entidade foi a comunidade terapêutica para dependentes químicos Lar São Francisco de Assis na Providência de Deus, inaugurada no dia 4 de outubro de 1985, em Jaci, SP. O atendimento começou com apenas sete pacientes e uma equipe formada por voluntários. Em 28 anos de caminhada, mais de 30 mil dependentes químicos foram atendidos nos Ambulatórios espalhados pelo Estado de São Paulo. A maioria deles conseguiu se libertar do vício e se recolocar no convívio social.

Por não ter fins lucrativos, a Associação depende em primeiro lugar da Providência Divina, associada a muito trabalho, doações e convênios com o Governo Municipal, Estadual e Federal.

SENHOR, O QUE QUERES QUE EU FAÇA?

“Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente vocêestará fazendo o impossível.”

A frase acima é atribuída a São Francisco de Assis, um dos maiores santos da Igreja Católica e principal inspiração da Associação e Fraternidade São Francisco de Assis na Providência de Deus, entidade criada em Jaci e que tenta seguir à risca o ideal franciscano.

Tudo começou com o sonho de um jovem inquieto, nascido numa família de classe média, inspirado por São Francisco e disposto a seguir seu exemplo. Ainda criança, Nélio Joel AngeliBelotti – Frei Francisco – decidiu que iria ser padre. A história do santo de Assis o impulsionava e fez com que ele entrasse para o Seminário Diocesano de São José do Rio Preto (SP).

Primeiro, quis tratar da hanseníase e viver como o pobre de Assis. Durante um retiro espiritual, chegou a compartilhar esse sonho com um pregador. Qual não foi seu espanto quando ouviu que a lepra de nosso tempo não era a mesma da época de São Francisco. Assim, o homem o aconselhou a meditar em abraçar a lepra dos dias atuais.

Entendeu que a doença já não era tão assustadora como séculos atrás. Era um problema passível de ser tratado em qualquer posto de saúde, com antibióticos. Em vez da lepra, Frei Francisco resolveu que lutaria para curar um mal que, nos tempos modernos, aterroriza famílias de todas as classes sociais: a dependência química.

Nascido em 5 de julho de 1960, Nélio foi ordenado padre diocesano em 21 de dezembro de 1984, com apenas 24 anos de idade e um grande caminho a trilhar. Do desejo de viver radicalmente o sacerdócio, seguindo os passos do santo, nasceu a Associação e Fraternidade São Francisco de Assis na Providência de Deus. Trocou a batina pelo hábito de frei. Dizia que cada ordem tem um carisma e o carisma franciscano é a caridade.

Depois de ordenado, o Bispo Dom José de Aquino Pereira, então no comando da Diocese de São José do Rio Preto, perguntou para onde ele queria ir. O jovem padre respondeu que gostaria de ser enviado para onde ninguém mais queria. Dom José o enviou então para a pequena Jaci, a 485 quilômetros da Capital. Lá, padre Nélio dividia-se entre serviço aos fiéis das paróquias de Jaci, Mirassol e Nova Aliança e a concretização do sonho.

Não tinha ideia de como iria fazer. Só sabia que queria tratar dos dependentes químicos. A cidade, nessa época, contava com menos de 3.000 habitantes e uma população disposta a ajudar. Foi assim, contando sempre com o trabalho voluntário, doações e acreditando na Providência Divina que tudo começou. “Quando a gente vira frei, se despoja até do nome. Foi o bispo Dom José quem me deu o hábito marrom e o nome de Francisco”, afirma. “A lepra era símbolo de maldição e pecado. São Francisco quebrou esse estigma e abriu casas para cuidar dos doentes. Ser franciscano hoje é querer abraçar as lepras deste século: as drogas, o alcoolismo, o marginalizado, o excluído, o deficiente, o menor abandonado, enfim, tudo o que compõe a exclusão.”

Frei Francisco partilhou com a comunidade o seu desejo e recebeu apoio. Recebeu a doação de um terreno de três alqueires para iniciar o trabalho. A partir daí, foram inúmeras campanhas, mutirões e almoços beneficentes para arrecadar dinheiro, sempre acreditando que Deus proveria as necessidades. Além da infraestrutura, Frei Francisco também preparava a parte espiritual dos voluntários para começar a trabalhar com os pacientes. Formou o Grupo de Apoio aos Toxicomaníacos e Alcoólicos (Grata), inicialmente com dez pessoas envolvidas.

A fundação deste primeiro trabalho – que anos depois se tornaria a Associação e Fraternidade São Francisco de Assis na Providência de Deus – ocorreu no dia 4 de outubro de 1985, com a celebração da Santa Missa, a colocação de um cruzeiro e a ligação da energia elétrica.

PROVIDÊNCIA DE DEUS

Com o terreno doado e limpo, faltava uma casa para que o trabalho começasse, mas não havia dinheiro. Em uma viagem a São José do Rio Preto, Frei Francisco viu, na Avenida Alberto Andaló, uma casa de madeira pré-moldada para mostruário. Ele imediatamente foi até a casa e perguntou o que seria feito dela quando fosse desmontada. Por uma ação da Providência, o dono do imóvel estava ali, e ao conhecer os ideais do jovem padre, doou a casa.

Em outra frente, os membros do Grata já se reuniam e começavam a falar com as pessoas sobre o futuro Lar. No grupo frequentavam diversas famílias que procuravam saber como era o trabalho a ser desenvolvido pelo Frei.

Aos poucos, a obra foi tomando corpo. No dia 13 de julho de 1986, estava tudo pronto para a inauguração do Lar. A filosofia de trabalho era calcada no tripé oração, trabalho e conscientização, e o processo de recuperação ocorria em três etapas: desintoxicação, conscientização e reintegração.

O primeiro grupo para a recuperação era formado por sete pacientes. Todo o trabalho era realizado por Frei Francisco e dois voluntários: Nilson Alberto de Ângelo e Gilmar Rodrigues dos Santos. As dificuldades foram muitas, mas o desejo de vencer foi maior. Frei Francisco foi conhecer trabalhos de recuperação e aos poucos adequou o tratamento para a realidade que enfrentava. Compôs uma equipe técnica com médicos e psicólogos, criou um Centro de Triagem – Ambulatório – para orientar as famílias e os pacientes. Percebeu a necessidade de um hospital, já que os pacientes enfrentavam muitos preconceitos para serem atendidos, especialmente quando surgiram os casos de HIV, em 1988.

Começaram os avanços. Aquilo que, no começo, as pessoas não compreendiam direito, foi se transformando em um modelo de atendimento. Muitas pessoas passaram a visitar o Lar São Francisco de Assis a fim de compreender o trabalho. Depois de quatro anos de muita luta e aconteceu o primeiro convênio com a Secretaria de Estado da Saúde e Ministério da Saúde.

A manutenção do trabalho se dava por meio de doações da comunidade. Em 1989, o Lar ganhou uma indústria de artefatos de cimento. Os pacientes produziam blocos, bancos, vasos e o próprio Frei com sua equipe ia até a cidade vender.

O sucesso do trabalho não fechou os olhos de Frei Francisco para as necessidades dos mais pobres. Além da dependência química, ele foi percebendo outra lepra: a doença. Dedicou-se, então, de corpo e alma, para a construção de um hospital geral em Jaci. E conseguiu construí-lo com o apoio da comunidade.

Abandonado nas mãos da Divina Providência, o padre seguiu o seu caminho de repetir o abraço de São Francisco de Assis no leproso de hoje. O bom trabalho, a administração segura e transparente e principalmente o amor dedicado a cada paciente fez com que o sonho de criança se transformasse em uma das maiores entidades filantrópicas do Estado de São Paulo. Hoje a Associação e Fraternidade contam com mais de 60 obras sociais, e inúmeros pedidos chegam dia após dia.

Sobre Luiz Alfredo Bigarelli Junior

Revitalizado em 3 de fevereiro de 2009, o site do Distrito LC-8 inaugurou uma nova forma de se comunicar com atualizações diárias, informações importantes e conteúdo estático renovável. São anos de trabalho e desenvolvimento da comunicação digital em nosso distrito.
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